sexta-feira, 29 de julho de 2011

A ESPIRITUALIDADE DO CASAL


Amigos e amigas, aqui  estamos para refletir juntos sobre um assunto que muito nos interessa - a espiritualidade do casal, a espiritualidade conjugal.
O termo espiritualidade conjugal é novo na Igreja e muito desconhecido dos orientadores de espiritualidade e dos próprios interessados, os casais.
Existe uma espiritualidade conjugal, diferente da espiritualidade do solteiro e daquele ou daquela que faz votos de castidade?
Há uma riqueza muito grande de modelos de espiritualidade em nossa religião, no segmento de algum santo fundador: espiritualidade franciscana, dominicana, beneditina, vicentina, e assim por diante.
Até bem pouco tempo na história da Igreja os casados se ajustavam a uma das espiritualidades existentes e procuravam viver o evangelho de acordo com sua opção, sem se dar conta de que eram casados, tinham filhos, precisavam trabalhar, educar os filhos. Cada um se esforçava por se santificar como podia, mas sem aquela vivência específica da caridade conjugal que os fazia caminhar juntos para Deus. O que ocorria é que as pessoas buscavam sua santificação não pelo sacramento do matrimônio, mas apesar dele. O matrimônio aparecia muito mais como um obstáculo  do que como o caminho régio da santificação dos cônjuges.
O matrimônio era até considerado por muitos como uma concessão à nossa fragilidade humana e que o caminho de buscar a Deus era virginal e celibatário, e sem a união de corpos.
Surgiu o Vaticano II e a Igreja descobriu a força do matrimonio para estabilizar o Reino de Deus neste mundo paganizado. Foi buscar sua fonte lá no inicio da Bíblia. Chamou a família, Igreja Doméstica e Santuário Intimo da Igreja. E ensinou que o caminho de santificação dos casados é pelo matrimônio e que os cônjuges são co-responsáveis pela santificação um do outro e dos filhos.
            O Vaticano II também ensinou no capitulo V da Lumen Gentium que todos são igualmente chamados à santidade, pastores e pastoreados. Os casados são vocacionados a serem santos no amor conjugal.

                                                          

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